Nunca imaginei chegar a esse momento e nem sequer percebi a mudança. As coisas foram acontecendo, sabe?! Aquela coisa que chamam “vid...
Eu tive a oportunidade de conhecer Buenos Aires e, além dos pontos turísticos, busquei conhecer outros lugares menos procurados, entre eles, alguns museus, pois não tem maneira melhor de conhecer um lugar senão pela sua história. Decidi, então, trazer aqui no blog três dos museus que visitei enquanto estive por lá.
MALBA - Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires
O MALBA tem uma exposição destinada exclusivamente a artistas da América Latina, portanto, é possível encontrar quadros de artistas brasileiros como Tarsila do Amaral e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros, junto a artistas tão importantes quanto de outros países latinos, como esse quadro da pintora mexicana, Frida Kahlo.
No segundo andar ocorrem exposições variadas conforme a agenda do Museu.
E para quem vai com o dinheiro contado, pode se organizar para ir em uma quarta-feira, em que o valor da entrada é apenas $ 85,00 (pesos), equivalente a cerca de R$ 13,00.
De todas as coisas que acontecem no decorrer da vida é certo como a morte que nunca somos os mesmos do minuto anterior, quem dirá da semana, do mês ou ano passado. Todo acontecimento, por menor que seja, por menos importante que pareça, nos muda sem a devida permissão. Alguns momentos são melhores que outros e nos fazem maiores, outros nos deixam tão pequenos diante da imensidão do mundo e temos a certeza que seremos esmagados por todos esses pés gigantes que correm constantemente de um lado ao outro. Às vezes somos mesmo. Perdemos a respiração, nos ferimos e levamos as cicatrizes. Então esses dias te vi passar da janela lá de casa e me perguntei quão profundas eram suas marcas. Menores que as minhas provavelmente. Talvez meros arranhões. É um tanto estúpido de minha parte que eu tenha dado espaço para sua presença me mudar tanto durante todo esse tempo. É loucura minha, mas ainda guardo cada marca e de vez em quando ainda me vejo como um grãozinho na multidão. Sua simples existência me mudou de tal forma que acredito ninguém mais poderá modificar essa passagem.
Provavelmente nem imagina quantas e quantas vezes parei em frente a uma folha em branco tentando preenchê-la de forma a te explicar a diferença de quem eu era no início de tudo e de quem sou hoje. Sobram sentimentos, mas me faltam palavras.
De todas as coisas que acontecem no decorrer da vida é certo como a morte que nunca somos os mesmos do minuto anterior, quem dirá d...
Todo mundo precisa de um tempo. Dos problemas, das pessoas, das palavras, de si mesmo. Todo mundo precisa de um tempo longe, se afastar e olhar de outro ponto e, talvez, tomar ciência de quem se é e do que se tem feito. Todo mundo chega em um ponto em que o cansaço bate e não se quer desabafar simplesmente porque não há palavras suficientes para expressar aquele cansaço, a sensação de que nada acontece como se espera e o quanto isso magoa.
Todo mundo precisa de um tempo. Todo mundo precisa de espaço.
Pode parecer falta de interesse nos outros, na escrita, na palavra, mas não é. É só cansaço, é só a necessidade de se retirar e ter uma conversa muito séria consigo. É um momento de percepção e questionamentos pessoais: o que eu realmente quero? O que eu realmente tenho feito?
Então é isso. Acho que é. Essa ausência foi meu tempo, meu espaço. Esse foi meu momento de me afastar e olhar de outro ângulo.
Mas a gente volta. Aos amigos, às palavras, às coisas de antes, mas nunca igual. A gente volta com outra percepção de mundo, com outra visão de vida. A gente volta diferente e é evidente a quem olha, a quem ouve ou a quem lê. Não tem mais aquele jeito de ser ou escrever, mas nada disso é necessário, mas sim a volta. Quando a gente volta, ah, isso sim, é essencial.
Todo mundo precisa de um tempo.
Mas a gente volta.
A gente sempre volta.
Todo mundo precisa de um tempo. Dos problemas, das pessoas, das palavras, de si mesmo. Todo mundo precisa de um tempo longe, se afastar e ...
Tinha uma folha de papel em branco na qual rabisquei várias e várias vezes tentando te escrever e contar como tem sido, mas a folha se encheu de rabiscos avulsos e palavras soltas. Não fazia sentido nada do que escrevia, talvez porque nem eu mesma esteja conseguindo entender como tem sido, porque basicamente tem sido uma loucura e é sempre você que coloca tudo em lugar, entende? Você acomoda tudo dentro de mim e parece que sua simples presença me torna mais capaz de segurar tanta carga mesmo que eu não seja capaz de te explicar o motivo de tanta desordem aqui dentro. Mas você tem esse dom de me acolher mesmo que nem sempre entenda o que tento dizer. Desculpe por todas as palavras vagas que te jogo apenas esperando sua compreensão num abraço, deve ser tudo tão sem nexo na sua cabeça porque na minha própria mente é tamanha confusão. Tantas palavras, mas nenhuma frase, nenhuma poesia em nada.
Tentei usar aquela folha, mas era mais fácil na tela porque quando apago ninguém percebe as baboseiras anteriores que eram piores que estas atuais. Na folha é tão mais visível minha desorientação e até risível.
Tenho andado em círculos. Na vida e nas palavras. Escrevo tanto e deve ter percebido que não digo nada porque, sinceramente, queria poder te dizer alguma coisa mesmo de longe, mas é muito mais fácil dizer como me sinto só ao te olhar daquele jeito de quando preciso dos seus cuidados que se resumem em um abraço, um beijo e alguma frase qualquer que me faz sentir em casa.
Tentei escrever sobre como andam as coisas, sobre como me sinto com relação à vida e como me faz falta, mas acho que não me fiz muito clara. A verdade é que sobram os sentimentos e me faltam as palavras.
Tinha uma folha de papel em branco na qual rabisquei várias e várias vezes tentando te escrever e contar como tem sido, mas a folha se ...
Feliz ano novo, blog novo e resenha nova, minha gente.
Como podem ver, ontem mudei um pouco a cara do blog e hoje a primeira postagem do ano é uma resenha que venho prometendo há tempos, mas, assim como o blog, fui deixando para depois e priorizando problemas. Então agora finalmente estou trazendo para o blog a resenha de um conto (minha primeira resenha sobre conto, aliás.) de uma amiga e escritora já conhecida no mundo blogueiro/literário, a Nina Spim.
"Sempre esperamos o começo de algo: das férias, do ano letivo, da aula de ballet. Mas nunca sabemos se, no decorrer daquilo, algo ainda mais extraordinário pode acontecer."
Escolhi a frase acima porque marca bem o que este conto nos traz. Ele começa em uma sala de aula com Giovana, uma estudante de 13 anos que parece conhecer algo novo dentro de si que nunca despertara antes até o momento em que conhece Laura, a novata tímida "rejeitada" pelos demais na escola. Ninguém parece ver nada demais na garota nova, é só mais uma aluna nova que não vale a atenção, mas Giovana vê em Laura algo diferente que só ela é capaz de notar e, se isso assusta de início, logo toma coragem de sentir-se em paz para seguir suas vontades por mais bagunçadas que pareçam, pois algo lhe diz que, sim, vale a pena ignorar os outros e agir por si mesma.
Por ser em primeira pessoa, o conto parece bastante com um relato da personagem Giovana e, ao mesmo tempo, uma carta que talvez não tenha a intenção de ser enviada para a outra menina. Sabe quando desabafamos um momento sobre alguém, mas não necessariamente iremos um dia deixar o outro ler? Me passou bastante essa impressão.
Giovana narra toda a manhã em que observa e se aproxima de Laura, nos conta sobre a confusão e estranheza de um sentimento novo que parece existir dentro dela e, ao final, existe uma reticências. Não sei se terá ou não continuação, mas o final fica aberto para essa possibilidade ou apenas para nossa própria imaginação do que pode acontecer nos dias seguintes.
Conheci a Nina Spim por causa da escrita e sempre gostei dos seus trabalhos então, obviamente, sou suspeita para falar, mas acredito que o ponto principal de todas as narrações da autora estão no desenvolvimento e expressão dos sentimentos dos seus personagens. O foco não é necessariamente um ato ou acontecimento, mas, sim, como o personagem sente-se naquele instante com relação ao que está acontecendo por fora e ela nos traz isso também nesse conto, assim como em tantos outros que destacam-se por essa característica.
Para conhecer mais da autora basta acessar o link do blog Nina é uma e para ler o conto resenhado basta adquirir pelo Amazon.
Feliz ano novo, blog novo e resenha nova, minha gente. Como podem ver, ontem mudei um pouco a cara do blog e hoje a primeira postagem d...
"O amor é uma coisa feia e terrível. Praticada por tolos. Ele vai pegar seu coração, e te deixar sangrando no chão. E o que você ganha com isso? Nada, além de lembranças incríveis, que você não consegue se livrar."
"Existem palavras mais bonitas no dicionário que "te vejo amanhã"?"
"O amor não é feito de palavrinhas ridículas, o amor é feito de grandes gestos."
"O amor é encontrar uma coragem dentro de si que nem sabia que existia."
"Todas as ridículas canções de amor, finalmente as entendi."
"Sinto muito, mas te amo mais do que qualquer coisa que já tenha amado."
"É incrível como o tempo passa. Ontem, pensava que a amava. Mas hoje, não me importo mais com ela."
"O amor é uma coisa feia e terrível. Praticada por tolos. Ele vai pegar seu coração, e te deixar sangrando no chão. E o que você ga...
" Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?"
"Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de mim e me enlouquece! Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro!"
"Como posso eu viver sem a minha vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?!"
"Nunca lhe confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonado."
"Podem enterrar-me a sete palmos de profundidade e fazer desabar a igreja sobre mim, mas não descansarei enquanto não estivermos juntos. Jamais!"
'Se me amavas, por que me deixaste?"
"Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. "
" Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?" "Toma a forma qu...
Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, tanto pelo enredo quanto pelo desenrolar que assisti nos primeiros episódios. Então vou contar um pouco pra vocês.
Tudo começa quando Bay, uma menina de família rica que estuda em um dos melhores colégios da alta classe, aprende a fazer um exame de tipagem sanguínea em uma aula e descobre que é tipo AB. Achando isso um máximo, pois é uma tipagem rara, ela não para de mencionar isso para a família, porém seu pai garante que isso não é possível, pois ele e sua mãe são tipo A e isso torna inviável um filho AB. Bay sempre percebeu que é totalmente diferente da família, não só fisicamente, mas também em sua personalidade e a afirmação de seu pai só deixa mais dúvidas e é quando a adolescente pede para sua mãe ajudar a acabar com essas dúvidas. Quando o exame de DNA confirma as suspeitas de Bay, ela se torna uma garota revoltada e com raiva, pois, apesar de imaginar qual seria o resultado, não era o que desejava.
Não demora muito para que o hospital encontre a família que está com a filha biológica da rica família Kennish. Daphne mora com a mãe e a avó na parte pobre da cidade e causa grande impacto para a família biológica quando estes descobrem que ela é surda desde os três anos.
Daphne se sente tão perdida quanto Bay, porém é mais receptiva a nova família e tenta ao máximo não mudar sua relação com a mãe de criação porque não quer magoá-la. Daphne tem muitas dificuldades com a nova família já que eles não sabem lidar com sua deficiência além de serem muito autoritários e quererem impor regras que ela não costumava ter.
Bay, no início, não se abre nem com a família de criação e nem com a mãe biológica. Demora um tempo até ela finalmente aceitar a situação, mas, aparentemente, sua mãe biológica aceita tanto quanto ela de forma que começamos a notar as semelhanças entre as duas.
As famílias decidem tentar se juntar para terem a oportunidade de conhecer as filhas biológicas sem brigas, porém há ainda muitos conflitos para serem resolvidos de forma que todos fiquem satisfeitos.
Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, ta...
Olá, viram que essa semana tenho seguido certinho o roteiro que preparei? Espero continuar pontual nas próximas.
Então hoje é dia de playlist porque acho que na sexta é dia de música mais que qualquer outro dia. Na quarta já fiz uma resenha da série Orphan Black e hoje estou trazendo a trilha sonora da série para que é bem variada.
E amanhã terá um assunto novo no blog, pra acompanhar as postagens é só curtir a página do facebook: Menina-Moça
Olá, viram que essa semana tenho seguido certinho o roteiro que preparei? Espero continuar pontual nas próximas. Então hoje é dia de...
Olá, hoje, quarta-feira, é dia de série. Por incrível que pareça para mim mesma, achei mais uma série para assistir, como se já não bastasse todas as que estou acompanhando. Mas enfim, essa série me causou muita curiosidade, então vou contar um pouco sobre ela.
Há algum tempo acho que vi alguma propagando falando sobre Orphan Black, mas só uns dias atrás tive a curiosidade de assistir de tanto que aparecia nas indicações da netflix.
Para quem ainda não conhece nem ouviu falar, Orphan Black conta a história de Sarah, uma órfã que cresceu com uma mãe e irmão adotivos. Ao que parece, Sarah sempre foi uma garota problemática se envolvendo com as pessoas erradas, por conta disso é impedida de recuperar a filha que mora com sua mãe adotiva, um dia, em uma estação de trem, ela vê uma mulher jogar-se na frente de um trem, mas o que a deixa assustada é o fato da suicida ser igual a ela. Apesar disso, Sarah ignora o fato de a desconhecida ser possivelmente algum familiar, tudo o que ela quer é assumir o lugar da desconhecida, que descobre ser a detetive Beth, e roubar todo o dinheiro que ela tem para fugir com a filha. Parece ser o plano perfeito se Beth também não tivesse seus problemas que incluem assassinos misteriosos e mais outras mulheres iguais a elas.
Não sei se deu para perceber pela tentativa de sinopse que fiz, mas Orphan Black tem muita ação e mistérios, o ritmo lembra filmes policiais, porém, o gênero dessa série é ficção científica.Sarah é um personagem de personalidade forte e corajosa, apesar de querer muito fugir com a filha, ela decide enfrentar as situações e mistérios que envolvem a própria vida para ser uma pessoa melhor para só então buscar a filha.
A primeira mulher idêntica que Sarah encontra é a detetive Beth, depois de um tempo ela conhece Alison, uma mãe do subúrbio que está sempre estressada com tudo e se preocupa muito em proteger seus filhos, em seguida aparece Cosima, uma estudante universitária de biologia evolutiva do desenvolvimento que é quem procura resolver os mistérios relacionados à genética dessas mulheres. No decorrer dos episódios outras "Sarahs" iguais em aparência, mas totalmente diferentes umas das outras vão aparecendo e trazendo mais peças para ajudar a montar o quebra-cabeça.
Além dessas mulheres há também outros personagens muitos fortes, seja pela possibilidade de estarem envolvidos nas experiências científicas realizadas com a protagonista, ou por trazerem um toque a mais para a série. Felix, por exemplo, é o irmão gay adotivo de Sarah. Ele é um pintor extravagante em tudo o que faz e traz um pouco de humor junto com a irmã já que os dois costumam ser muito sarcásticos. Felix é quem sempre ajuda Sarah em tudo que ela precisa e também parece ser tão problemático quanto ela. Quando ele descobre sem querer o segredo que a envolve, acaba se tornando importante na busca de resposta, pois está sempre disponível para ajudar.
Orphan Black já está na segunda temporada, mas eu ainda estou na primeira e já recomendo.
Olá, hoje, quarta-feira, é dia de série. Por incrível que pareça para mim mesma, achei mais uma série para assistir, como se já não bas...
"Somos responsáveis por aqueles que amamos, percebo, e, se abdicamos dessa responsabilidade,
não podemos afirmar que amamos."
"Todo mundo sabe que devoro livros como se fossem barras de chocolate, que adoro música. Ainda assim, nenhum adulto jamais me compra um livro ou um disco de presente. Aliás, talvez seja até bom que não me deem o tipo de presente que me agrada. Diante do pouco que conhecem do meu gosto, eu acabaria ganhando livros de poliéster e discos de gabardine."
"Meu amor é tão intenso e pesado que tem gosto de sangue. Ou de dor. Pelo resto da minha vida há de ser assim, esse amor intenso, essa dor intensa.”
" Seremos confidentes. Irei confortá-lo, aguentarei sua cruz, passarei décadas pedindo permissão ao universo para ser feliz em minha própria vida, diante da consciência que tenho do seu sofrimento."
"Somos responsáveis por aqueles que amamos, percebo, e, se abdicamos dessa responsabilidade, não podemos afirmar que amamos....
Antes de partir para a Playlist preciso assumir que ando muito relaxada com o blog, portanto criei uma programação para evitar que o Menina-Moça fique tanto tempo sem postagens. Além de resenhas e textos pretendo colocar algo novo no blog, mas deixarei isso um pouco mais para frente, também estou pensando em uma possível promoção para dar um up por aqui. Então, semana que vem, terão posts novos por aqui e tentarei ao máximo postar nos dias corretos.
Agora, partindo para a playlist, hoje decidi colocar algumas músicas que tocam em aberturas de séries, espero que curtam.
1.I Don't Want To Be - Gavin Degraw (One Tree Hill)
2.Secret - The Pierces (Pretty Little Liars)
3.California - Phantom Planet (The O.C)
4.I'll Be There For You - The Rembrandts (Friends)
Antes de partir para a Playlist preciso assumir que ando muito relaxada com o blog, portanto criei uma programação para evitar que o Menina-...
Nos bares da cidade você pode encontrar quase todo tipo de pessoas, grupos de amigos extraordinariamente alegres, solitários por opção, casais jovens e apaixonados, casais velhos e apaixonados, figuras estranhas que sempre estão com um ar de mistério, mulheres ou homens a procura de alguém... Enfim, há uma incontável variedade de indivíduos nesses bares. Quando se trabalha em um deles aprende-se um pouco sobre pessoas e até mesmo relacionamentos. Às vezes já sei aonde alguém irá sentar só de olhá-lo entrando pela porta, os mais festeiros gostam das mesas que ficam na calçada, os solitários abandonados preferem o balcão, assim, imagino que o homem que acaba de entrar irá escolher um dos muitos bancos vazios à minha frente.
Quando ele senta em um dos bancos ao balcão paro de organizar o lugar para atendê-lo.
- Boa noite. - cumprimento recebendo apenas um acena de cabeça.
O homem é relativamente alto, tem cabelos e olhos escuros e a barba falha dando sinais de que precisa ser feita, usa um terno amassado e a gravata está solta, esse tipo de aparência nunca é bom sinal e geralmente tem a ver com problemas financeiros ou mulher.
- Uma dose de Whisky, por favor, se gelo. - pede sem tirar os olhos do balcão.
- Alguma preferência? - pergunto me dirigindo às bebidas.
- Tanto faz.
Pego a primeira garrafa de Whisky que encontro e coloco uma dose como pedido.
Como imagino, a primeira dose vem seguida de muitas outras que parecem nunca ter uma última e, logo, inicia-se uma conversa por parte dele.
- Você tem um relacionamento?
- Não tenho muito tempo pra essas coisas. - afirmo enquanto confiro o que precisa comprar para amanhã.
- Sério? Achei que trabalhar aqui ajudaria a conhecer pessoas. - diz um pouco grogue.
- É, mas eu prefiro não ter nada sério, sabe como é.
- É, eu sei como é. - afirma emburrado. - É uma merda.
- Aí é você que ta dizendo. - olho de esguelha para a garrafa verificando o quanto ele já bebeu.
- Relacionamentos são uma merda. Pessoas são uma merda, elas são egoístas, só pensam em si, não ligam pro outro, só querem e querem e pra elas que se foda se você tem uma vida... Porque eu tenho uma vida sabe?! Eu tenho um trabalho e ressspon responzalidades.
- Responsabilidades? - corrijo.
- Isso aí.
Ele pede mais uma dose e sirvo-lhe já começando a pensar que talvez seja hora de convencê-lo a parar e pegar um táxi para voltar para casa, se tem uma coisa que o patrão não quer é outro descontrolado entrando em coma alcoólico aqui. Isso aconteceu uma vez e não foi nada bom uma ambulância parada em frente ao bar e atrapalhando os demais clientes por irresponsabilidade alheia. Desde então os funcionários são responsáveis por parar certos clientes.
- Sua namorada te deixou? - pergunto por sentir a curiosidade atiçando.
- Minha esposa. - responde amargurado.
- Parece muito jovem para ser casado.
- Eu fui casado, eu fui. Não sou mais. Porque ela me deixou, ela não me entendia.
Vejo que ele segura o choro como uma criança e nunca olha em minha direção.
- Acho que é isso, sabe?! A idade. Duas crrrianças burras. Eu, ela e todo mundo que deixou isso.
- Acha mesmo?
- Você não acha?
Penso um pouco sobre a pergunta, esse negócio de romantismo nunca foi muito meu forte, mas já conheci casais de todos os tipo cometendo as maiores loucuras independente de idade e se tem uma coisa que posso tirar disso tudo é que não existe uma fórmula.
- Não, acho que quando é pra ser só é. Não tem regra.
- Acho que essa era a regra pra mim. - ele diz pensativo me olhando pela primeira vez. - Você é legal. Vê mais uma.
Ele me estende o copo, mas, ao invés de enchê-la novamente, eu apenas coloco o copo da pia e passo o valor gasto pelo cara.
- Já chega. Ta aqui a conta e, se quiser, pode chamar um táxi no telefone do bar.
Ele tira algumas notas do bolso e coloca no balcão dizendo que posso ficar com o troco já que agora não tem uma casa para sustentar e está morando no antigo quarto na casa dos pais.
- E o táxi? - pergunto depois que ele já virou as costas. - Não pode dirigir assim.
- Eu vou andando, o carro ficou com minha esposa, ex, tenho que lembrar disso, ex.
Volto para meus afazeres enquanto o homem cruza a porta para sair e cruza com um jovem casal que está entrando.
Aposto que irão procurar o canto mais reservado que tiver.
Nos bares da cidade você pode encontrar quase todo tipo de pessoas, grupos de amigos extraordinariamente alegres, solitários por opçã...
No dia 29 teve o lançamento do livro Minha Vida Fora de Série 3ª Temporada da Paula Pimenta, claro que eu não podia perder. Para quem não sabe, Paula Pimenta é autora também da série Fazendo Meu Filme e foi a partir de uma personagem desse livro, a Priscila, que surgiu essa nova série de livros. Confesso que ainda não li o Fazendo Meu Filme, mas pretendo um dia ainda ler, pois adoro o estilo de escrita da Paula Pimenta.
Então vou contar um pouco como foi esse evento.
O lançamento aconteceu na Livrarias Curitiba, e como eu sempre pego a programação quando passo por lá, vi sobre o evento que estava em destaque no livrinho. Como eram apenas 400 senhas para autógrafo, cheguei no horário em que dizia que iam começar a entregar, às 15h, e ainda assim peguei o número 220 (#chateada) porque tinha realmente muita gente, parece que tinham pessoas lá desde às 13h apesar do evento só começar mesmo às 18h, quem chegou em cima da hora nem conseguiu mais senha.
Fui dar uma volta pelo shopping achando que tudo bem voltar um pouco antes do início, engano meu. Voltei para a livraria uma hora antes e tive que procurar um beco do qual conseguisse ver a mesa onde a Paula ficaria, mas ainda consegui me infiltrar no meio do povo. Quando ela chegou foi a maior gritaria e um trabalho para que o público se acalmasse para começarem as perguntas.
A Paula Pimenta foi uma fofa como nos dois lançamentos anteriores dos quais participei. Foram feitas perguntas principalmente sobre os próximos projetos. Ainda dentro do grupinho da Fani e Priscila, Paula contou que está escrevendo um sobre a Cecília e pretende escrever ainda mais um de algum dos personagens dos livros, mas não está decidido qual.
MVFS terá uma 4ª temporada, mas só para o ano que vem porque esse ano teremos o lançamento de um livro em parceria com a Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Babi Dewet que terá como ideia central romances que acontecem durante uma das quatro estações, a Paula ficou com o inverno, então espero que tenha lançamento com as quatro por aqui também.
A autora também comentou sobre a possibilidade do FMF virar filme, sendo que os direitos para isso já foram vendidos, porém não há previsão. No caso de MVFS estão tentando adaptar para uma peça, porém não há nada certo por enquanto.
Ao fim das perguntas, ela distribuiu autógrafos e tirou fotos com os fãs.
Foi a terceira vez que participei de um lançamento dela e tanto com o público quanto pessoalmente a autora é muito querida e fofa.
Quem ainda não conhece seu trabalho, está aí uma indicação.
No dia 29 teve o lançamento do livro Minha Vida Fora de Série 3ª Temporada da Paula Pimenta, claro que eu não podia perder. Para quem nã...
Olá, gente. Hoje decidi divulgar a primeira antologia da qual estou participando. Legado de Sangue é um livro de contos sobrenaturais, de suspense e de terror, lançado pela Andross Editora.
O meu conto que está presente no livro é o Little Mary, que na verdade é o primeiro conto que escrevo nessa linha, mas há também vários outros contos de autores iniciantes e outros que já possuem um currículo no mercado editorial.
Sinopse: Poe, Lovecraft, Shelley, Stoker e outras lendas da literatura de horror não produziram só histórias para assustar. Esses mestres criaram formas de prender o leitor em pesadelos escritos, habitados pelos monstros mais horrendos que uma mente pode conceber. Inspirados nessa herança literária, os autores de “Legado de Sangue” se propuseram a continuar a tradição e criaram contos que surpreendem e assustam tanto quanto um ser que espreita na escuridão, esperando por sua vítima.
Mas para quem não curte muito terror, também pode adquirir a antologia de poesias na qual o Adalberto Hoch está participando, se quiserem ver como ele é um ótimo poeta é só visitar o blog Martins, Hoch no qual ele publica algumas de suas lindas poesias.
Sinopse: Há aqueles que sentem solidão no inverno, enquanto outros aproveitam a companhia e um bom conhaque. Também existem os que se deixam cortar para renascerem com as flores da primavera. Não são poucos os que esperam o ano todo pela alegria do verão. E o outono, junto com os frutos e Folhas secas, traz ainda momentos de reflexão. As quatro estações provocam sentimentos, suscitam palavras, afloram desejos... Os poemas deste livro são frutos de reflexões de poetas, que não apenas grafaram alegrias da vida, mas também a tristeza da solidão que só quem ama sozinho é capaz de sentir.
Quem tiver interesse em algum dos dois é só entrar em contato aqui no blog ou pelo facebook, o valor é de R$ 25,00 cada.
Olá, gente. Hoje decidi divulgar a primeira antologia da qual estou participando. Legado de Sangue é um livro de contos sobrenaturais, de...
Olá, pessoas, ressuscitei mais uma vez por aqui. Esse ano não estou postando com muita frequência porque a faculdade está cada vez mais tensa, é uma loucura com trabalhos, provas, matérias novas que testam pra valer meu cérebro. Mas agora estou de férias e vou tentar postar um pouco mais no blog.
Hoje trouxe uma playlist pela qual eu sou apaixonada: Lisbela e o Prisioneiro. Não só amo de paixão as músicas desse filme como também o próprio filme. Quem gosta de um romance e ainda não assistiu não pode perder tempo, tem que ver Lisbela, é muito fofo, romântico e engraçado. Se ainda estiver em dúvida confere a trilha:
1. Você não me ensinou a te esquecer - Caetano Veloso
2. A dança das borboletas - Zé Ramalho e Sepultura
3. A Dama de Ouro - Zéu Britto
4. Para o diabo os conselhos de vocês - Os Condenados
Sim, esse eu tive que colocar o clip.
5. Espumas ao Vento - Elza Soares
6. Deusa da Minha Rua - Geraldo Maia & Yamandu Costa
Olá, pessoas, ressuscitei mais uma vez por aqui. Esse ano não estou postando com muita frequência porque a faculdade está cada vez mais tens...
Olá, olá, gente, quem é vivo sempre aparece, certo?
Estou bem sumida do blog nos últimos dias por motivo de: fim de semestre, o que significa provas e muitos, muitos, muitos trabalhos mesmo. Cabeça pra escrever uma cartinha que seja? Ta difícil, mas só mais duas semanas e tudo se acalma, mais um período se vai e nas férias pretendo colocar em dia o blog, mas, por enquanto, que tal promoção?
Então vamos lá, dessa vez o sorteio é de livros nacionais. Para saber quais são e como participar é só ler as regras aqui embaixo e boa sorte.
A promoção vai sortear apenas UM KIT: 1. O Sonho de Eva - Chico Anes (cedido por mim). 2. Simplesmente Ana - Marina Carvalho (cedido pela Nina do blogNina é uma). 3. Mosaicos - Michelle C. Buss (cedido pela própria autora em comemoração de um ano de lançamento do livro). 4. Marcadores do livro Livre Mente, da autora Isabela Xavier. REGRAS OBRIGATÓRIAS: 1. Seguir publicamente o Nina é uma 2. Curtir as páginasNina é uma, Menina MoçaeExteriorizando (da autora Isabela Xavier). 3. Curtir a página da autoraMichelle C. Buss. (Quem não cumprir com essas três regas estará AUTOMATICAMENTE DESCLASSIFICADO da seleção e outro ganhador será escolhido). CHANCES EXTRAS: 1. Rafflecopter. (Lembre-se que você deve cumprir com pelo menos UM GIVEAWAY para entrar na seleção de ganhadores, uma vez que o sorteio é feito por esse sistema).
ATENÇÃO! 1. O sorteio começa hoje (05/06) e termina dia 05/07, à meia-noite (do dia 04 para o dia 05).
2. O(a) vencedor(a) será contatado(a) via e-mail e tem cinco dias úteis para respondê-lo. Caso não haja resposta, outro ganhador será escolhido e divulgado na página do Facebook.
3. Os livros serão enviados para os ganhadores até uma semana depois do encerramento do sorteio. Cada blogueiro/autor ficará responsável pelo prêmio cedido.
Olá, olá, gente, quem é vivo sempre aparece, certo? Estou bem sumida do blog nos últimos dias por motivo de: fim de semestre, o que signi...
"Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade."
"(...) perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando."
"Todo momento de achar é um perder-se a si próprio."
"Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia"
"A grandeza do mundo me encolhe."
"Viver não é coragem, saber que se vive é a coragem..."
"(...) nos olhos sorridentes havia um silêncio como só vi em lagos, e como só ouvi no silêncio mesmo."
"Todo momento de 'falta de sentido' é exatamente a assustadora certeza de que ali há o sentido, e que não somente eu não alcanço, como não quero porque não tenho garantias."
"Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão por arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arratado, o ser gritante."
"Se eu gritasse desencadearia a existência - a existência de quê? a existência do mundo. Com reverência eu temia a existência do mundo para mim."
"Eu estava saindo do meu mundo e entrando no mundo."
"Para o sal eu estava pronta, para o sal eu toda me havia construído. Mas o que minha boca não saberia entende - era o insosso. (...) E o neutro era a vida que eu antes chamava de o nada. O neutro era o inferno."
"Sou moral à medida que faço o que devo, e sinto como deveria?"
"Também do que eu pensava sobre o amor, também disso estou me despedindo, já quase não sei mais o que é, já não me lembro."
"Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade." "(...) perder-se significa...
Outra noite eu estava procurando alguma série interessante para assistir e, bem por acaso, encontrei essa (Des)encontros que está mais para uma "mini-série", pois tem apenas cinco capítulos que contam a história de cinco casais, ou seja, uma história por episódio. A série brasileira estreou no dia 17 de maio do ano passado (2014) na Sony, se originou de um curta metragem que foi apresentado como o episódio piloto. Como eu fui descobrir isso tudo essa semana, imagino que existam mais pessoas perdidas como eu por aí então vou falar um pouco sobre a série hoje.
Esses cinco casais não têm nenhuma relação um com o outro, cada episódio é totalmente diferente do anterior. Por conta disso vou contar bem pouco para não dar spoilers já que são episódios muito curtos, cerca de meia hora apenas.
Gael (Paulo Vilhena) e Lara (Thaila Ayala) são perfeitos um para o outro, o problema é que os dois não se conhecem apesar de terem se cruzado diversas vezes durante a vida.
Pra mim, o primeiro episódio foi o melhor por ser o mais fofinho. Aliás foi esse curta metragem que deu início à série.
Arthur e Diana são amigos desde sempre, inclusive estão sempre ajudando um ao outro, ela tem um cachorro e ele um filho adolescente, mas não há bem uma divisão porque assumem a responsabilidade um do outro assim como um bom casal, porém não têm coragem de assumir seus sentimentos.
André é um tremendo mulherengo que encontrou na culinária uma forma de conquista. Ele tem um esquema bem elaborado para a conquista perfeita, inclusive um sequência de pratos irresistíveis para encantar as mulheres que leva até sua casa, mas um dia conhece Júlia, uma médica que resiste aos seus encantos e seus fabulosos pratos.
Luís e Patrícia são casados há sete anos, os dois são jornalista no mesmo Jornal televisivo, porém enquanto ela trabalha apenas em pequenas matérias na rua, ele está a frente na apresentação. As rusgas profissionais entre os dois acabam atrapalhando a vida particular.
Godo conhece a bela e esportista Elisa na praia e se encanta por ela a primeira vista. Como neste encontro ele está em um carrão decide mentir que é um milionário para tentar conquistá-la, mas na verdade é apenas um manobrista gordinho e nada fã de exercícios físicos.