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Feliz ano novo, blog novo e resenha nova, minha gente.
Como podem ver, ontem mudei um pouco a cara do blog e hoje a primeira postagem do ano é uma resenha que venho prometendo há tempos, mas, assim como o blog, fui deixando para depois e priorizando problemas. Então agora finalmente estou trazendo para o blog a resenha de um conto (minha primeira resenha sobre conto, aliás.) de uma amiga e escritora já conhecida no mundo blogueiro/literário, a Nina Spim.
"Sempre esperamos o começo de algo: das férias, do ano letivo, da aula de ballet. Mas nunca sabemos se, no decorrer daquilo, algo ainda mais extraordinário pode acontecer."
Escolhi a frase acima porque marca bem o que este conto nos traz. Ele começa em uma sala de aula com Giovana, uma estudante de 13 anos que parece conhecer algo novo dentro de si que nunca despertara antes até o momento em que conhece Laura, a novata tímida "rejeitada" pelos demais na escola. Ninguém parece ver nada demais na garota nova, é só mais uma aluna nova que não vale a atenção, mas Giovana vê em Laura algo diferente que só ela é capaz de notar e, se isso assusta de início, logo toma coragem de sentir-se em paz para seguir suas vontades por mais bagunçadas que pareçam, pois algo lhe diz que, sim, vale a pena ignorar os outros e agir por si mesma.
Por ser em primeira pessoa, o conto parece bastante com um relato da personagem Giovana e, ao mesmo tempo, uma carta que talvez não tenha a intenção de ser enviada para a outra menina. Sabe quando desabafamos um momento sobre alguém, mas não necessariamente iremos um dia deixar o outro ler? Me passou bastante essa impressão.
Giovana narra toda a manhã em que observa e se aproxima de Laura, nos conta sobre a confusão e estranheza de um sentimento novo que parece existir dentro dela e, ao final, existe uma reticências. Não sei se terá ou não continuação, mas o final fica aberto para essa possibilidade ou apenas para nossa própria imaginação do que pode acontecer nos dias seguintes.
Conheci a Nina Spim por causa da escrita e sempre gostei dos seus trabalhos então, obviamente, sou suspeita para falar, mas acredito que o ponto principal de todas as narrações da autora estão no desenvolvimento e expressão dos sentimentos dos seus personagens. O foco não é necessariamente um ato ou acontecimento, mas, sim, como o personagem sente-se naquele instante com relação ao que está acontecendo por fora e ela nos traz isso também nesse conto, assim como em tantos outros que destacam-se por essa característica.
Para conhecer mais da autora basta acessar o link do blog Nina é uma e para ler o conto resenhado basta adquirir pelo Amazon.

Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, tanto pelo enredo quanto pelo desenrolar que assisti nos primeiros episódios. Então vou contar um pouco pra vocês.
Tudo começa quando Bay, uma menina de família rica que estuda em um dos melhores colégios da alta classe, aprende a fazer um exame de tipagem sanguínea em uma aula e descobre que é tipo AB. Achando isso um máximo, pois é uma tipagem rara, ela não para de mencionar isso para a família, porém seu pai garante que isso não é possível, pois ele e sua mãe são tipo A e isso torna inviável um filho AB. Bay sempre percebeu que é totalmente diferente da família, não só fisicamente, mas também em sua personalidade e a afirmação de seu pai só deixa mais dúvidas e é quando a adolescente pede para sua mãe ajudar a acabar com essas dúvidas. Quando o exame de DNA confirma as suspeitas de Bay, ela se torna uma garota revoltada e com raiva, pois, apesar de imaginar qual seria o resultado, não era o que desejava.
Não demora muito para que o hospital encontre a família que está com a filha biológica da rica família Kennish. Daphne mora com a mãe e a avó na parte pobre da cidade e causa grande impacto para a família biológica quando estes descobrem que ela é surda desde os três anos.
Daphne se sente tão perdida quanto Bay, porém é mais receptiva a nova família e tenta ao máximo não mudar sua relação com a mãe de criação porque não quer magoá-la. Daphne tem muitas dificuldades com a nova família já que eles não sabem lidar com sua deficiência além de serem muito autoritários e quererem impor regras que ela não costumava ter.
Bay, no início, não se abre nem com a família de criação e nem com a mãe biológica. Demora um tempo até ela finalmente aceitar a situação, mas, aparentemente, sua mãe biológica aceita tanto quanto ela de forma que começamos a notar as semelhanças entre as duas.
As famílias decidem tentar se juntar para terem a oportunidade de conhecer as filhas biológicas sem brigas, porém há ainda muitos conflitos para serem resolvidos de forma que todos fiquem satisfeitos.

Switched at Birth

by on 11:23
Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, ta...

Olá, hoje, quarta-feira, é dia de série. Por incrível que pareça para mim mesma, achei mais uma série para assistir, como se já não bastasse todas as que estou acompanhando. Mas enfim, essa série me causou muita curiosidade, então vou contar um pouco sobre ela.
Há algum tempo acho que vi alguma propagando falando sobre Orphan Black, mas só uns dias atrás tive a curiosidade de assistir de tanto que aparecia nas indicações da netflix.
Para quem ainda não conhece nem ouviu falar, Orphan Black conta a história de Sarah, uma órfã que cresceu com uma mãe e irmão adotivos. Ao que parece, Sarah sempre foi uma garota problemática se envolvendo com as pessoas erradas, por conta disso é impedida de recuperar a filha que mora com sua mãe adotiva, um dia, em uma estação de trem, ela vê uma mulher jogar-se na frente de um trem, mas o que a deixa assustada é o fato da suicida ser igual a ela. Apesar disso, Sarah ignora o fato de a desconhecida ser possivelmente algum familiar, tudo o que ela quer é assumir o lugar da desconhecida, que descobre ser a detetive Beth, e roubar todo o dinheiro que ela tem para fugir com a filha. Parece ser o plano perfeito se Beth também não tivesse seus problemas que incluem assassinos misteriosos e mais outras mulheres iguais a elas.
Não sei se deu para perceber pela tentativa de sinopse que fiz, mas Orphan Black tem muita ação e mistérios, o ritmo lembra filmes policiais, porém, o gênero dessa série é ficção científica.Sarah é um personagem de personalidade forte e corajosa, apesar de querer muito fugir com a filha, ela decide enfrentar as situações e mistérios que envolvem a própria vida para ser uma pessoa melhor para só então buscar a filha.
A primeira mulher idêntica que Sarah encontra é a detetive Beth, depois de um tempo ela conhece Alison, uma mãe do subúrbio que está sempre estressada com tudo e se preocupa muito em proteger seus filhos, em seguida aparece Cosima, uma estudante universitária de biologia evolutiva do desenvolvimento que é quem procura resolver os mistérios relacionados à genética dessas mulheres. No decorrer dos episódios outras "Sarahs" iguais em aparência, mas totalmente diferentes umas das outras vão aparecendo e trazendo mais peças para ajudar a montar o quebra-cabeça.
Além dessas mulheres há também outros personagens muitos fortes, seja pela possibilidade de estarem envolvidos nas experiências científicas realizadas com a protagonista, ou por trazerem um toque a mais para a série. Felix, por exemplo, é o irmão gay adotivo de Sarah. Ele é um pintor extravagante em tudo o que faz e traz um pouco de humor junto com a irmã já que os dois costumam ser muito sarcásticos. Felix é quem sempre ajuda Sarah em tudo que ela precisa e também parece ser tão problemático quanto ela. Quando ele descobre sem querer o segredo que a envolve, acaba se tornando importante na busca de resposta, pois está sempre disponível para ajudar.
Orphan Black já está na segunda temporada, mas eu ainda estou na primeira e já recomendo.

Orphan Black

by on 11:40
Olá, hoje, quarta-feira, é dia de série. Por incrível que pareça para mim mesma, achei mais uma série para assistir, como se já não bas...
Outra noite eu estava procurando alguma série interessante para assistir e, bem por acaso, encontrei essa (Des)encontros que está mais para uma "mini-série", pois tem apenas cinco capítulos que contam a história de cinco casais, ou seja, uma história por episódio. A série brasileira estreou no dia 17 de maio do ano passado (2014) na Sony, se originou de um curta metragem que foi apresentado como o episódio piloto. Como eu fui descobrir isso tudo essa semana, imagino que existam mais pessoas perdidas como eu por aí então vou falar um pouco sobre a série hoje.
Esses cinco casais não têm nenhuma relação um com o outro, cada episódio é totalmente diferente do anterior. Por conta disso vou contar bem pouco para não dar spoilers já que são episódios muito curtos, cerca de meia hora apenas.

Gael (Paulo Vilhena) e Lara (Thaila Ayala) são perfeitos um para o outro, o problema é que os dois não se conhecem apesar de terem se cruzado diversas vezes durante a vida.
Pra mim, o primeiro episódio foi o melhor por ser o mais fofinho. Aliás foi esse curta metragem que deu início à série.








Arthur e Diana são amigos desde sempre, inclusive estão sempre ajudando um ao outro, ela tem um cachorro e ele um filho adolescente, mas não há bem uma divisão porque assumem a responsabilidade um do outro assim como um bom casal, porém não têm coragem de assumir seus sentimentos.









André é um tremendo mulherengo que encontrou na culinária uma forma de conquista. Ele tem um esquema bem elaborado para a conquista perfeita, inclusive um sequência de pratos irresistíveis para encantar as mulheres que leva até sua casa, mas um dia conhece Júlia, uma médica que resiste aos seus encantos e seus fabulosos pratos.







Luís e Patrícia são casados há sete anos, os dois são jornalista no mesmo Jornal televisivo, porém enquanto ela trabalha apenas em pequenas matérias na rua, ele está a frente na apresentação. As rusgas profissionais entre os dois acabam atrapalhando a vida particular.





Godo conhece a bela e esportista Elisa na praia e se encanta por ela a primeira vista. Como neste encontro ele está em um carrão decide mentir que é um milionário para tentar conquistá-la, mas na verdade é apenas um manobrista gordinho e nada fã de exercícios físicos.

(Des)encontros

by on 15:29
Outra noite eu estava procurando alguma série interessante para assistir e, bem por acaso, encontrei essa (Des)encontros que está mais para ...
Sinopse: Coração acelerado, pernas bambas, arrepio na nuca e um friozinho na barriga. Medo? Sim. E também excitação, sonhos, dúvidas, inseguranças e todas as "noias" que as meninas sentem diante da tão esperada e, por que não, idealizada, primeira experiência sexual. 

Resenha: Após alguns anos "pós-adolescência" seis amigas - Teresa, Clara, Tuca, Fernanda, Patty e Joana - se reencontram e relembram os velhos tempos,  mais precisamente todas as paranoias e dúvidas da primeira vez. Em cada capítulo acompanhamos a história de uma delas, o modo que nos é contado é tão real que você poderia jurar que aquilo saiu de antigos diários de garotas entre 15 e 19 anos.
O que mais gostei é que não tem uma fórmula de como deve ser, são seis histórias diferentes, cada uma teve uma primeira vez totalmente diferente das outras, afinal é assim na vida real. A primeira vez, como qualquer outro acontecimento, não é igual pra todo mundo. O livro não é um manual, na verdade parece mais um reflexo do cérebro das garotas quando o assunto é sexo pela primeira vez. São seis pontos de vistas diferentes tanto antes quanto depois da primeira vez, são seis experiências, algumas boas, algumas ótimas e até algumas nada legais.
Amei o livro, a Thalita sabe entrar na cabeça de uma adolescente e falar como ela.

"Opinião não é uma coisa para a gente se agarrar até o fim dos nossos dias. Pessoas mudam."