“Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.” (A Culpa é das Estrelas - Pág. 74)

Não posso acreditar que alguém passe por essa vida sem um amor que vai durar até o fim dos dias apesar dos pesares. Concordo em número e grau com Hazel, ela sabe o que fala. Isso porque só quem vive um grande amor sabe disso e quem está pronto para vivê-lo deve saber também.
Me parece monótono demais passar por essa vida tão cheia de responsabilidades que devem ser cumpridas em tempos contados num relógio barato. Todo mundo deve saber a sensação de um coração acelerado ao reencontrar a pessoa amada depois de dias de espera, saber como é uma tarde cheia de sonhos e preenchida com planos de viagens e um futuro próximo. Todas as pessoas merecem ouvir um "Eu te amo" sincero, mas aquele falado com cada parte do ser amado de forma que as faça sentir que não existem palavras mais lindas no mundo todo.
Acredito que ninguém deve passar por um mundo tão cruel sem um coração para transbordar o seu.
Acredito que o amor merece ser vivido e todos nós merecemos vivê-lo.
Não sei se todos os amores duram até o fim da vida, mas acredito que muitos deveriam.

Jéssica de Paula

Tenho visto todas essas pessoas reclamando da falta de um amor para ser vivido numa praça num final de semana ensolarado ou embaixo das cobertas fingindo assistir a um filme qualquer. Tenho visto pessoas chorando amores platônicos passados, lamentando por não terem sido a pessoa certa. Tenho visto arrependimentos por deixar aquela chance passar. Vejo questionamentos no tradicional "e se...?" e me sinto feliz, digo, feliz por nós, não por esses pobres corações solitários deixados no passado e que não conseguem vir para o nosso presente. Tenho pena desses pobres corações desencorajados que deixaram talvez um grande amor passar por puro medo, mas fico feliz por mim. Feliz por ter ouvido minha mente, pois confesso que meu coração acordou só depois, bem depois de te ver pela primeira vez. Confesso que não era amor, não era sequer paixão, era mais curiosidade e um afeto muito grande pelo cara tão gentil, inteligente e um tanto tímido. Mas tudo bem, não ache que esse último foi um problema, sou medrosa e teria corrido se não fosse seu jeito tão calmo e aparentemente sem interesses. Só aparência, não é?
Fico feliz por nós. Por mim, por ter arriscado. Por você, por ter me dado a chance de te amar. Fico feliz por ter me apaixonado sem querer e fico feliz por ter me impedido a tempo de desistir de você. Fico feliz cada vez que lembro de ouvir aquelas três palavras da sua boca pela primeira vez e por quem se tornou para mim depois daquele dia e mais ainda por quem eu me tornei na sua vida.
É tão bom saber que não preciso escrever nenhuma palavra triste inspirada em nós. A coletânea de desamores que escrevo prefiro tirar das músicas, filmes ou meus momentos de tpm. É maravilhoso brigar não com a sensação de término, mas sim de construção de um futuro sólido e mais feliz.
Não quero escrever sobre despedidas quando se trata de você, não quero escrever sobre um fim iminente.
Quando se trata de você não quero escrever nem mesmo sobre o futuro porque isso nunca funciona, não mandamos nos nossos destinos, mas escolhemos os melhores caminhos e se meu caminho for ao seu lado então tudo bem, isso me basta.
O que realmente importa é quem somos agora e nesse momento somos um casal como qualquer outro que se ama e isso me basta, não quero nada além, não quero ser nenhum clichê de filme. Só quero ser a pessoa que você ama e escolhe estar num sábado à noite e no domingo à tarde. Hoje estou feliz por nós, feliz simplesmente por ter o seu amor.



Jéssica de Paula

Hoje estou feliz por nós.

by on 10:00
Tenho visto todas essas pessoas reclamando da falta de um amor para ser vivido numa praça num final de semana ensolarado ou embaixo das...
Vislumbro
O nada
Através desse
Medo?
Que vejo?
Além de fantasmas
Solidão
Lágrimas
Que vejo?
Nada
Além
Nada vejo

Medo

Jéssica de Paula

Que vejo?

by on 13:20
Vislumbro O nada Através desse Medo? Que vejo? Além de fantasmas Solidão Lágrimas Que vejo? Nada Além Nada vejo Me...

Amanhã estarei de mudança. Pela primeira vez sem você.
É estranho não te ter mais aqui todos os dias e ainda lembrar de cada detalhe da sua feição. É estanho olhar para a porta esperando te ver entrar, mas você nunca chega. É estranho te esperar mesmo sabendo que não estará aqui pela manhã. É estranho não te ter, não saber como está. Não há ninguém por perto que me entenda. Não há seu sorriso. Seus olhos. Não há você.

Jéssica de Paula

Mais um dia sem você.

by on 13:16
Amanhã estarei de mudança. Pela primeira vez sem você. É estranho não te ter mais aqui todos os dias e ainda lembrar de cada detalhe da ...

Você não entende nada. Eu não percebo nada. Somos tão errados. Você vira as costas, vai em direção à sala e me deixa falando sozinha no quarto. Não, não estou gritando. Não tem o direito de fugir. Você está correndo por que? Não seja estúpido, por favor. Eu bufo, esperneio,  choro enquanto você só me encara. Diz que sou só uma criança birrenta. Ótimo, saia pela porta e fuja de mim de vez, sei que é o que quer.
Eu não entendo nada, você não percebe?
É confuso e estou cansada demais para tentar compreender. Como isso aqui começou?
Você se larga no sofá. E quanto a mim? Saio pela porta enquanto te ouço me chamar de volta. Aperto o botão do elevador que demora séculos para subir.
Para onde vou? Indiferente. Para longe é o suficiente. Longe de você.
Não devia ficar na porta com essa cara tristonha que sempre despedaça meu coração e me faz entender ainda menos. Nem sei, foi minha culpa ou sua? Eu estar em frente ao elevador é sua culpa, você estar a ponto de chorar é minha.
Entro no elevador, o espelho me lembra de que estou com o sua blusa de moletom tão quentinha que te roubo em todo inverno. Estou descabelada, estava deitada na cama vendo um filme. Começou durante o filme. Quem briga em meio a um filme? Somos tão babacas.
Quarto andar. Aperto o nono para voltar, mas o elevador desce até o térreo para só então subir novamente.
A porta se abre no nosso andar e você ainda está na porta. Corro e te abraço, sinto seu cheiro tão perfeito que já está quase sumindo da blusa que uso. O vizinho passa e nos cumprimenta. Melhor entrarmos, não interessa aos vizinhos nossos dramas.
É quase meia noite. Não conversamos, só nos deitamos enquanto o sono vem.
“Eu te amo” te ouço dizer quando já estou de olhos fechados.
“Eu também te amo” respondo sonolenta.

A gente se ama, a gente sabe. Apesar dos pesares, a gente se ama.

Jéssica de Paula

A gente se ama

by on 23:14
Você não entende nada. Eu não percebo nada. Somos tão errados. Você vira as costas, vai em direção à sala e me deixa falando sozinha ...

Tem coisas que são só pra você. As cartas escritas no momento de saudade, nas noites de carência e sábados de solidão. O bolo de caneca de domingo. Os pensamentos antes de dormir depois de um dia cheio de tantas coisas e vazio de você. Tem momentos que só me lembram você. Ao ver a seção de poesias e teatro em um sebo. Ao ouvir aquelas músicas que tanto gosta. Ao passar por aquela praça na qual passamos várias tardes. Tem sensações que só tenho com você. O frio na barriga quando está por chegar. A saudade que parece infinita após dias sem sua presença. Tem músicas que só me lembram você...

... tem esse meu amor que é dedicado somente à você.
Jéssica de Paula

Uma carta inacabada

by on 13:53
Tem coisas que são só pra você. As cartas escritas no momento de saudade, nas noites de carência e sábados de solidão. O bolo de caneca d...

Há dias que não posto nada aqui no blog. Primeiro é porque sou lerda tanto para escrever quanto para me colocar diante do computador e passar todos os rascunhos para a o blog. Segundo porque justo essa semana tudo decidiu acontecer ao mesmo tempo, nem pude fazer tudo o que planejei o que me deixou extremamente chateada. Mas vamos ao que interessa: o Festival de Teatro de Curitiba 2014.
Esse festival acontece anualmente aqui na cidade e teve sua estreia em 1992 - nem eu sabia que era tão antigo - e consta com diversas peças para diversos gostos e bolsos, algumas peças são apresentadas nas praças da cidade e são gratuitas.
Separei algumas peças que pretendo assistir, duas já foram, uma, infelizmente, não pude assistir. Ainda restam 3 ou mais se surgir a oportunidade.

Jeane Monroe: Deixe-me ser a sua estrela.
Gênero: Drama |  10 anos 
A sensualidade, a doçura e o brilho de uma estrela apesar das agressões e sombras do mundo real. Conheça a intimidade de Marilyn Monroe, sua trajetória para o sucesso e os mistérios por trás da carreira e do glamour de uma das mulheres mais brilhantes que os palcos já conheceram.


Satyricon Delírio
 Gênero: Comédia |  18 anos
Adaptação livre e burlesca do romance SATYRICON de Petrônio. As aventuras sexuais, mitológicas, astrológicas e culinárias de três malandros irresponsáveis para quem a vida é apenas o momento presente. Uma reverência ao deus Dionísio.


Sobre o Tropeço
Gênero: Experimental |  Livre
Ao tropeçar, um indivíduo entra em uma zona de caos, onde suas projeções sobre o futuro são quebradas. Jogado para o aqui e o agora, fica mais morto e mais vivo ao mesmo tempo. Depara-se, então, com uma constatação: o tropeço é uma experiência de quase-morte.


Os Gigantes da Montanha
Gênero: Fábula Trágica |  Livre
A fábula “Os Gigantes da Montanha” narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Escrita por Luigi Pirandello, a peça é uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte) e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais. 


O Despertar da Primavera
 Gênero: Drama |  Livre
Num turvo ambiente de repressão, a história dos jovens Melchior Gabor e Wendla Bergman. Gabor é um jovem brilhante e rebelde que ousa questionar os dogmas vigentes. Wendla é integrante de uma família de classe média alta, educada por uma mãe com rígidos princípios morais e religiosos. O encontro dos dois provoca o desejo de conhecer o sexo e o amor.

Quem passar por Curitiba vale a pena conferir, mesmo fora do festival sempre há outras peças pelos teatros aqui da cidade que vale a pena dar uma olhada.