Sinopse:   Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo.

Resenha: Acredito que essa seja uma das resenhas mais difíceis que já tentei fazer e espero no mínimo chegar perto do quão bom é o livro. Kate tem apenas dois anos e é a filha caçula quando é diagnosticada com câncer. No decorrer do tratamento é preciso um doador não para uma doação específica, mas para várias em diversos momentos. Jesse, seu irmão três anos mais velho e o doador mais provável, não é compatível e as chances de um desconhecido ser são mínimas. A proposta do Dr. Harrison Chance é, aparentemente, simples: ter mais um filho 100% compatível com Kate. Então, Anna é criada especialmente com a finalidade de salvar Kate. Durante toda sua vida Anna passa quase tanto tempo no hospital quanto Kate com a diferença de que Anna é perfeitamente saudável.
Aos 15 anos Kate precisa de um rim, o rim de Anna. É quando as coisas começam a mudar de rumo. Anna não quer mais fazer parte disso e então contrata o advogado Campbell Alexander para processar os pais e ganhar emancipação médica, tendo assim o direito de decisão sobre o próprio corpo e decidir ela mesma se quer ou não doar seu rim para a irmã.
À primeira vista pode parecer egoísmo, afinal, apesar de muitas vezes querermos esmurrar nossos irmãos não quer dizer que os deixaríamos morrer. Que tipo de irmã não aceitaria tentar salvar a outra?
Bom, Anna tem seus motivos e acredite, são realmente bons.
"Há coisas demais para explicar - meu sangue indo parar nas veias da minha irmã, as enfermeiras me segurando para retirar glóbulos brancos para dar a Kate, o médico dizendo que precisam de mais. Os hematomas, a dor forte nos ossos depois que doei a medula; as injeções que faziam nascer mais células-tronco em mim, para que o excesso pudesse ser entregue à minha irmã. O fato de eu não estar doente, mas viver como se estivesse. O fato de eu só ter nascido para que Kate pudesse pegar partes de mim. O fato de que, nesse exato momento, uma decisão importante sobre mim está sendo tomada, e ninguém se deu ao trabalho de perguntar a opinião da pessoa que mais merece expressá-la." - Anna
Nesse livro há uma verdadeira pressão psicológica de todos os lados. Claro que ninguém quer ver uma filha morrendo, claro que um pai e uma mãe fariam qualquer coisa para salvar um filho, mas até que ponto isso pode ser ético? Até que ponto estarão sacrificando a vida dos outros filhos em troca de outro?
Anna nasceu em função da vida de Kate e sua vida é a vida de Kate.
Jesse é esquecido simplesmente porque todos estão ocupados demais salvando Kate. Por diversas vezes Sara e Brian falam que desistiram do filho mais velho o que não parece justo considerando que não desistiram de Kate. Antes de saber desse livro já tinha visto o filme baseado nele "Uma Prova de Amor", porém, como todos sabem, há muitas diferenças entre um livro e a adaptação. Aqui as diferenças são enormes. O Jesse do filme, por exemplo, além de ser o filho "invisível" aceita isso tranquilamente, já o do livro (que pra mim foi muito melhor) é totalmente rebelde, bebe, fuma, infringe a lei sempre buscando chamar atenção para sua existência.
"Se eu capotasse o jipe, mil problemas seriam resolvidos. E eu já pensei nisso, sabe. Na minha carteira de motorista, está indicado que sou doador de órgãos, mas a verdade é que eu pensaria na possibilidade de ser um mártir de órgãos. Tenho certeza de que valho muito mais morto do que vivo - a soma das partes dá mais que o todo. Eu me pergunto quem ficaria com meu fígado, meus pulmões, até minhas córneas. E penso no pobre coitado que ia acabar com aquilo que eu tenho no peito, no lugar do coração." - Jesse
Apesar de ser Kate quem está com câncer o leitor acaba se focando mais no sofrimento dos que estão em volta ao contrário do que em muitas histórias que vemos em livros, filmes ou até novelas. Entramos muito mais na cabeça de Anna e Jesse que vivem à sombra da doença de Kate. Na luta de Sara ao tentar salvar sua filha, e as dúvidas de Brian que quer salvar Kate, mas também Anna e ainda manter a família unida.
Outra coisa que ajuda muito a conhecermos melhor cada um é a forma como é narrado. Cada capítulo é num dia da semana e quando muda o ponto de vista a história passa a ser narrada por um personagem diferente. Também é contado de forma alinear. No ponto de vista de Sara há uma "volta no tempo" e acompanhamos o início de tudo, em 1990, quando Kate foi diagnosticada.
Quando terminei de ler esse livro sabia o quanto seria difícil a resenha, é uma história complexa que mexe muito com o leitor, entre o certo e o errado, o justo ou não.
Foi difícil ler o livro no começo por causa de tempo e ficava louca da vida quando tinha que parar pra fazer algo, mas no primeiro fim de semana que consegui virei a madrugada e não parei até chegar ao final. Mais que recomendo esse livro, a menos que você realmente prefira histórias bem leves, do contrário vai amar assim como eu.
Sinopse: “Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha.O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.”

Resenha:
Sabe aqueles livros bem gostosinhos de ler para descontrair? Anna é um deles.
A história começa quando Anna é mandada pelo pai (que é o Nicholas Sparks, certeza) para fazer o último ano do colégio em uma instituição americana em Paris. Apesar de uma breve crise por se afastar da família e dos antigos amigos, logo Anna conhece Meredith e seu grupo: Rashimi, Josh e, é claro, o francês-britânico-americano Étienne St. Clair, aquele cara por quem todas as garotas são apaixonadas.
Graças aos novos amigos, aos poucos, Anna vai se acostumando à nova vida. Viciada em cinema, sempre que percebe estar entrando em uma enrascada corre para um dos vários cinemas que “descobriu” na cidade luz, na maioria das vezes essas enrascadas tem a ver com St. Clair.
St. Clair tem tudo o que uma garota pode querer, bonito, inteligente, amigo,  engraçado, porém tem uma namorada, o que o torna surpreendentemente mais desejável principalmente para Anna, mas não para por aí, existem mais duas pessoas envolvidas nesse triângulo, ou seria melhor pentágono amoroso?! Anna deixou seu “rolo” com Toph como um assunto inacabado em Atlanta, mas isso ainda não seria tão ruim se Meredith, sua nova amiga, também não fosse apaixonada por St. Clair. Realmente não sei como esse romance poderia complicar mais.
Admito que de primeira não esperava muito, mas me enganei, é o tipo de livro que envolve o leitor, que te faz querer fazer as malas e correr para a França.
Eu particularmente adorei a Rashimi.
Um bom romance adolescente com toques de comédia e uma Anna bêbadamente sedutora.
Como diz o nome, a playlist de hoje traz algumas cantoras loiras que eu gosto de ouvir. A escolha não tem nada demais, simplesmente estava ouvindo algumas músicas e percebi que ouvi em sequência várias cantoras que tinham apenas isso em comum: a cor do cabelo. Sim, coisa sem noção, mas pra quem ainda não percebeu sou dessas bem sem noção e sentido mesmo, não estranhem, pessoas loucas são as mais legais (eu acho).
Vamos ouvir um pouco dessas divas blonde?!

1.Miranda Lambert - Mama's Broken Heart


2.Taylor Swift - Blank Space


4.Meghan Trainor - Lips Are Movin


5.Pixie Lott - Mama Do


6.Bridgit Mendler - Ready or Not


7.Emily Osment - You Are The Only One


8.Britney Spears - I Wanna Go


9.Shakira - Addicted to You


10.Kelly Clarkson - My Life Would Suck Without You

Playlist #9: Blonde

by on 10:00
Como diz o nome, a playlist de hoje traz algumas cantoras loiras que eu gosto de ouvir. A escolha não tem nada demais, simplesmente estava o...

Criamos o costume de acreditar que possuímos as pessoas, que estas não são passageiras e têm a obrigação de permanecerem em nossas vidas independente de nossos erros e demoramos para perceber como estamos enganados.
Relações são escolhas, não contratos e para conquistarmos o querer do outro é preciso se dedicar dia a dia, seja com o(a) namorado(a), o(a) amigo(a) e até mesmo familiares. Sim, mesmo os familiares estão ali por querer, por amar, não por obrigação, e quando o é já não é uma relação, aí sim se torna um contrato entre parentes. É como um pai distante que só aparece para fazer seu papel diante da sociedade, mas quando se vai a suposta relação "pai-filho" deixa de existir. Não é amor, é obrigação perante a sociedade. Amor mesmo é aquele em que se está perto por querer de verdade, por aceitar os defeitos, mas não concordas com os erros. Amor se conquista todos os dias, no pedido de desculpas, no arrependimento, no agrado sem motivo, no abraço aleatório, só por vontade.
Relações são atos de carinho, não poder. Não nos possuímos e não somos insubstituíveis, portanto não pense que pode tratar as pessoas a sua volta como queira porque nunca irão embora, eles irão sim, seja física ou sentimentalmente. As pessoas se vão quando não são amadas. Pai, mãe, marido, esposa, são apenas palavras até que se dê um significado único na vida de cada um. Não é o contrato de sangue ou perante a lei que prenderá o outro a você, mas sim suas ações diárias, seu modo de demonstrar que ama e se preocupa, para o outro querer estar perto é preciso também o seu querer, pois ninguém quer estar em um lugar (neste caso a relação) em que também não é desejado.
Quando nos interessamos por alguém fazemos de tudo para conquistá-lo, quando conseguimos esquecemos que a relação é uma eterna conquista.
Precisamos urgentemente nos desfazer dessa tola ilusão de que pertencemos o outro e passar a valorizar sua presença a cada dia.
Objetos pertencem, pessoas precisam ser amadas para escolher ficar.

Jéssica de Paula

"Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja." - Paulo Roberto Gaefke

Não possuímos as pessoas

by on 11:28
Criamos o costume de acreditar que possuímos as pessoas, que estas não são passageiras e têm a obrigação de permanecerem em nossas vidas ...
Sinopse: O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide rapidamente morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada no mesmo momento como faz-tudo em uma empresa de design de interiores. Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe. Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar; mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade. É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.


Resenha: Quando Tilly acorda e percebe que seu namorado simplesmente foi embora sem falar nada, seu primeiro pensamento é: não pode pagar o aluguel sozinha. A verdade é que Tilly Cole não costuma se envolver sincera e profundamente em seus relacionamentos, mas também não sabe como terminar quando já não aguenta mais então quando finalmente consegue se livrar dos relacionamentos por conveniência ela não se sente abalda.
Depois de mais um término, Tilly decide ir visitar a amiga Erin que, por um acaso, está em um relacionamento um tanto complicado e secreto. A ideia inicial de Tilly é fazer apenas uma visita, mas, por insistência de Erin e um misterioso anúncio de emprego no jornal, acaba decidindo ficar na pequena Roxborough que, assim como em toda cidade pequena, as más línguas rolam soltas, principalmente com relação a Jack Lucas, o solteiro mais cobiçado e galinha de acordo com informações locais.
Quando comecei a ler o livro pensei que seria bem "clichêzão", que ela chegaria e se apaixonaria de cara pelo patrão gato e galinha, mas não foi exatamente assim. É verdade que tem sim certos clichês, principalmente no romance Tilly-Jack, mas o livro vai além da história de romance e confusão dos dois. Além do casal protagonista acompanhamos também a trajetória de vários outros personagens que vão de encantadores a engraçados e pseudo-violões. Além da fofa Lou e do seu pai, Max, para quem Tilly trabalha, conhecemos Kaye, ex de Max e famosa atriz que vive em Los Angeles, que acaba voltando para a cidade depois de um escândalo no meio artístico. Já Stella é uma personagem única, quando chega com sua pose de dondoca barraqueira te faz pensar em detestá-la, mas com o passar dos capítulos, eu, pelo menos, não consegui odiá-la.
Um livro engraçado, leve e descontraído, vale reservar um tempinho para se entreter nessas páginas.
Sinopse: No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

Resenha:
Janie está finalmente de "férias" com Cabel na cabana alugada por Charlie e Megan - irmão e cunhada de seu namorado, porém sonhos não tiram férias e mesmo nesse quase paraíso ela tem que lidar com os sonhos dele que a atormentam. As coisas ficam ainda piores quando recebe uma estranha ligação de sua amiga Carrie a informando que sua mãe estava atordoada e precisou levá-la ao hospital. Janie e Cabel voltam para casa e se dirigem ao hospital atrás de Dorothea, mas têm uma grande surpresa ao descobrirem que não é a mãe de Janie que está internada e sim seu suposto pai. A partir da vida desse homem estranho e misterioso Janie pode descobrir não apenas sobre o passado da mãe, mas também sobre seu estranho dom.
Dos três livros esse foi o mais complicado para escrever a resenha, pois a trama deste está bem confusa e apesar de conter poucas páginas ainda assim muitas são desnecessárias. A trilogia em si considerei apenas boa, nada de excepcional e ainda assim muita coisa poderia ser tirada e colocada toda em um livro só o que ficaria bem mais interessante, pois os três livros parecem um só e o final desse terceiro parece mais o início de uma saga mais longa.
Janie como sempre não me encantou nem desencantou, vejo-a como uma protagonista sem sal, com personalidade confusa e Cabel foi deixado de lado um pouco enquanto ela tentava resolver tudo sozinha como de costume, uma pena porque, para mim, ele é o personagem que mais se sobressai.
O final não foi de todo ruim, mas poderia ter sido melhor.
Hoje decidi escrever sobre uma série que descobri semana passada (e já assisti os onze capítulos que encontrei) e amei: Finding Carter.
A série é da MTV e a protagonista é Carter (Kathryn Prescott), uma garota de 16 anos que vive com uma mãe bem liberal, a Lori (Milena Govich) que já no primeiro capítulo se mostra uma mãe carinhosa e parece quase irmã. Mas, também no primeiro capítulo, Carter vê sua vida virar de cabeça para baixo quando descobre que Lori, na verdade, não é sua mãe e sim sua sequestradora. Apesar da descoberta Carter não sente nenhum tipo de raiva da mulher que conhece como sua mãe por tanto tempo, pelo contrário, tudo o que quer é continuar vivendo com Lori o que, obviamente não é possível.



Depois de 13 anos de sequestro, Carter finalmente volta para sua verdadeira família, com mãe, pai, avós, um irmão mais novo e uma irmã gêmea totalmente diferente tanto em aparência quanto na personalidade. Com uma vida completamente nova, Carter (que descobre se chamar Linden) precisa aprender a lidar com as novas pessoas que aparecem em sua vida, inclusive novos amigos já que todos os antigos lhe abandonaram, exceto Max (Alex Saxon), o ex-namorado que ainda em sentimentos por ela.
Quando soube do que se tratava a série já me
interessei na hora, achei uma proposta muito boa e não me decepcionei. Além disso Finding Carter conta com a atriz Kathryn Prescott, que eu adoro.
Uma das coisas legais da série é que ninguém é santo. Todo mundo tem momentos tristes, faz coisas boas e burradas.
Apesar de ter várias séries em andamento não resisti a essa e recomendo muito.





Finding Carter

by on 17:27
Hoje decidi escrever sobre uma série que descobri semana passada (e já assisti os onze capítulos que encontrei) e amei: Finding Ca...