Todo mundo precisa de um tempo. Dos problemas, das pessoas, das palavras, de si mesmo. Todo mundo precisa de um tempo longe, se afastar e olhar de outro ponto e, talvez, tomar ciência de quem se é e do que se tem feito. Todo mundo chega em um ponto em que o cansaço bate e não se quer desabafar simplesmente porque não há palavras suficientes para expressar aquele cansaço, a sensação de que nada acontece como se espera e o quanto isso magoa.
Todo mundo precisa de um tempo. Todo mundo precisa de espaço.
Pode parecer falta de interesse nos outros, na escrita, na palavra, mas não é. É só cansaço, é só a necessidade de se retirar e ter uma conversa muito séria consigo. É um momento de percepção e questionamentos pessoais: o que eu realmente quero? O que eu realmente tenho feito?
Então é isso. Acho que é. Essa ausência foi meu tempo, meu espaço. Esse foi meu momento de me afastar e olhar de outro ângulo.
Mas a gente volta. Aos amigos, às palavras, às coisas de antes, mas nunca igual. A gente volta com outra percepção de mundo, com outra visão de vida. A gente volta diferente e é evidente a quem olha, a quem ouve ou a quem lê. Não tem mais aquele jeito de ser ou escrever, mas nada disso é necessário, mas sim a volta. Quando a gente volta, ah, isso sim, é essencial.
Todo mundo precisa de um tempo.
Mas a gente volta.
A gente sempre volta.

Jéssica de Paula

A gente sempre volta

by on 11:30
Todo mundo precisa de um tempo. Dos problemas, das pessoas, das palavras, de si mesmo. Todo mundo precisa de um tempo longe, se afastar e ...

Tinha uma folha de papel em branco na qual rabisquei várias e várias vezes tentando te escrever e contar como tem sido, mas a folha se encheu de rabiscos avulsos e palavras soltas. Não fazia sentido nada do que escrevia, talvez porque nem eu mesma esteja conseguindo entender como tem sido, porque basicamente tem sido uma loucura e é sempre você que coloca tudo em lugar, entende? Você acomoda tudo dentro de mim e parece que sua simples presença me torna mais capaz de segurar tanta carga mesmo que eu não seja capaz de te explicar o motivo de tanta desordem aqui dentro. Mas você tem esse dom de me acolher mesmo que nem sempre entenda o que tento dizer. Desculpe por todas as palavras vagas que te jogo apenas esperando sua compreensão num abraço, deve ser tudo tão sem nexo na sua cabeça porque na minha própria mente é tamanha confusão. Tantas palavras, mas nenhuma frase, nenhuma poesia em nada.
Tentei usar aquela folha, mas era mais fácil na tela porque quando apago ninguém percebe as baboseiras anteriores que eram piores que estas atuais. Na folha é tão mais visível minha desorientação e até risível.
Tenho andado em círculos. Na vida e nas palavras. Escrevo tanto e deve ter percebido que não digo nada porque, sinceramente, queria poder te dizer alguma coisa mesmo de longe, mas é muito mais fácil dizer como me sinto só ao te olhar daquele jeito de quando preciso dos seus cuidados que se resumem em um abraço, um beijo e alguma frase qualquer que me faz sentir em casa.
Tentei escrever sobre como andam as coisas, sobre como me sinto com relação à vida e como me faz falta, mas acho que não me fiz muito clara. A verdade é que sobram os sentimentos e me faltam as palavras.

Música recomendada: Fix you

O que eu não sei dizer...

by on 02:03
Tinha uma folha de papel em branco na qual rabisquei várias e várias vezes tentando te escrever e contar como tem sido, mas a folha se ...
Feliz ano novo, blog novo e resenha nova, minha gente.
Como podem ver, ontem mudei um pouco a cara do blog e hoje a primeira postagem do ano é uma resenha que venho prometendo há tempos, mas, assim como o blog, fui deixando para depois e priorizando problemas. Então agora finalmente estou trazendo para o blog a resenha de um conto (minha primeira resenha sobre conto, aliás.) de uma amiga e escritora já conhecida no mundo blogueiro/literário, a Nina Spim.
"Sempre esperamos o começo de algo: das férias, do ano letivo, da aula de ballet. Mas nunca sabemos se, no decorrer daquilo, algo ainda mais extraordinário pode acontecer."
Escolhi a frase acima porque marca bem o que este conto nos traz. Ele começa em uma sala de aula com Giovana, uma estudante de 13 anos que parece conhecer algo novo dentro de si que nunca despertara antes até o momento em que conhece Laura, a novata tímida "rejeitada" pelos demais na escola. Ninguém parece ver nada demais na garota nova, é só mais uma aluna nova que não vale a atenção, mas Giovana vê em Laura algo diferente que só ela é capaz de notar e, se isso assusta de início, logo toma coragem de sentir-se em paz para seguir suas vontades por mais bagunçadas que pareçam, pois algo lhe diz que, sim, vale a pena ignorar os outros e agir por si mesma.
Por ser em primeira pessoa, o conto parece bastante com um relato da personagem Giovana e, ao mesmo tempo, uma carta que talvez não tenha a intenção de ser enviada para a outra menina. Sabe quando desabafamos um momento sobre alguém, mas não necessariamente iremos um dia deixar o outro ler? Me passou bastante essa impressão.
Giovana narra toda a manhã em que observa e se aproxima de Laura, nos conta sobre a confusão e estranheza de um sentimento novo que parece existir dentro dela e, ao final, existe uma reticências. Não sei se terá ou não continuação, mas o final fica aberto para essa possibilidade ou apenas para nossa própria imaginação do que pode acontecer nos dias seguintes.
Conheci a Nina Spim por causa da escrita e sempre gostei dos seus trabalhos então, obviamente, sou suspeita para falar, mas acredito que o ponto principal de todas as narrações da autora estão no desenvolvimento e expressão dos sentimentos dos seus personagens. O foco não é necessariamente um ato ou acontecimento, mas, sim, como o personagem sente-se naquele instante com relação ao que está acontecendo por fora e ela nos traz isso também nesse conto, assim como em tantos outros que destacam-se por essa característica.
Para conhecer mais da autora basta acessar o link do blog Nina é uma e para ler o conto resenhado basta adquirir pelo Amazon.

"O amor é uma coisa feia e terrível. Praticada por tolos. Ele vai pegar seu coração, e te deixar sangrando no chão. E o que você ganha com isso? Nada, além de lembranças incríveis, que você não consegue se livrar."

"Existem palavras mais bonitas no dicionário que "te vejo amanhã"?"

"O amor não é feito de palavrinhas ridículas, o amor é feito de grandes gestos."

"O amor é encontrar uma coragem dentro de si que nem sabia que existia."

"Todas as ridículas canções de amor, finalmente as entendi."

"Sinto muito, mas te amo mais do que qualquer coisa que já tenha amado."

"É incrível como o tempo passa. Ontem, pensava que a amava. Mas hoje, não me importo mais com ela."

Frases ABC do Amor

by on 16:43
"O amor é uma coisa feia e terrível. Praticada por tolos. Ele vai pegar seu coração, e te deixar sangrando no chão. E o que você ga...

" Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?"

"Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de mim e me enlouquece! Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro!"

"Como posso eu viver sem a minha vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?!"

"Nunca lhe confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonado."

"Podem enterrar-me a sete palmos de profundidade e fazer desabar a igreja sobre mim, mas não descansarei enquanto não estivermos juntos. Jamais!"

'Se me amavas, por que me deixaste?"

"Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. "


Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, tanto pelo enredo quanto pelo desenrolar que assisti nos primeiros episódios. Então vou contar um pouco pra vocês.
Tudo começa quando Bay, uma menina de família rica que estuda em um dos melhores colégios da alta classe, aprende a fazer um exame de tipagem sanguínea em uma aula e descobre que é tipo AB. Achando isso um máximo, pois é uma tipagem rara, ela não para de mencionar isso para a família, porém seu pai garante que isso não é possível, pois ele e sua mãe são tipo A e isso torna inviável um filho AB. Bay sempre percebeu que é totalmente diferente da família, não só fisicamente, mas também em sua personalidade e a afirmação de seu pai só deixa mais dúvidas e é quando a adolescente pede para sua mãe ajudar a acabar com essas dúvidas. Quando o exame de DNA confirma as suspeitas de Bay, ela se torna uma garota revoltada e com raiva, pois, apesar de imaginar qual seria o resultado, não era o que desejava.
Não demora muito para que o hospital encontre a família que está com a filha biológica da rica família Kennish. Daphne mora com a mãe e a avó na parte pobre da cidade e causa grande impacto para a família biológica quando estes descobrem que ela é surda desde os três anos.
Daphne se sente tão perdida quanto Bay, porém é mais receptiva a nova família e tenta ao máximo não mudar sua relação com a mãe de criação porque não quer magoá-la. Daphne tem muitas dificuldades com a nova família já que eles não sabem lidar com sua deficiência além de serem muito autoritários e quererem impor regras que ela não costumava ter.
Bay, no início, não se abre nem com a família de criação e nem com a mãe biológica. Demora um tempo até ela finalmente aceitar a situação, mas, aparentemente, sua mãe biológica aceita tanto quanto ela de forma que começamos a notar as semelhanças entre as duas.
As famílias decidem tentar se juntar para terem a oportunidade de conhecer as filhas biológicas sem brigas, porém há ainda muitos conflitos para serem resolvidos de forma que todos fiquem satisfeitos.

Switched at Birth

by on 11:23
Eu tenho mania de ficar fuçando várias séries na Netflix e, dessa vez, encontrei a Switched at Birth que me pareceu bem interessante, ta...


Olá, viram que essa semana tenho seguido certinho o roteiro que preparei? Espero continuar pontual nas próximas.
Então hoje é dia de playlist porque acho que na sexta é dia de música mais que qualquer outro dia. Na quarta já fiz uma resenha da série Orphan Black e hoje estou trazendo a trilha sonora da série para que é bem variada.
E amanhã terá um assunto novo no blog, pra acompanhar as postagens é só curtir a página do facebook: Menina-Moça

1.Bad Girls - M.I.A


2.Elephant - Tame Impala



3.Lovefool - The Cardigans



4.Centipede - Knife Party



5.I'm Bitch - Meredith Brooks



6.Le Petite Mort -  Cœur de pirate

Playlist #15: Orphan Black

by on 12:57
Olá, viram que essa semana tenho seguido certinho o roteiro que preparei? Espero continuar pontual nas próximas. Então hoje é dia de...