segunda-feira, 22 de abril de 2019

3 Museus para conhecer em Buenos Aires

Ano passado eu tive a oportunidade de conhecer Buenos Aires e, além dos pontos turísticos, busquei conhecer outros lugares menos procurados, entre eles, alguns museus, pois não tem maneira melhor de conhecer um lugar senão pela sua história. Decidi, então, trazer aqui no blog três dos museus que visitei enquanto estive por lá.

MALBA - Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires

 O MALBA tem uma exposição destinada exclusivamente a artistas da América Latina, portanto, é possível encontrar quadros de artistas brasileiros como Tarsila do Amaral e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros, junto a artistas tão importantes quanto de outros países latinos, como esse quadro da pintora mexicana, Frida Kahlo.
No segundo andar ocorrem exposições variadas conforme a agenda do Museu.
E para quem vai com o dinheiro contado, pode se organizar para ir em uma quarta-feira, em que o valor da entrada é apenas $ 85,00 (pesos), equivalente a cerca de R$ 13,00.







quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ausência

Imagem de city, girl, and light
imagem: http://68.media.tumblr.com/877f3c2a112ab839404eabbe52617d29/tumblr_n8bou0xHDT1rlcnpko1_1280.jpg
De todas as coisas que acontecem no decorrer da vida é certo como a morte que nunca somos os mesmos do minuto anterior, quem dirá da semana, do mês ou ano passado. Todo acontecimento, por menor que seja, por menos importante que pareça, nos muda sem a devida permissão. Alguns momentos são melhores que outros e nos fazem maiores, outros nos deixam tão pequenos diante da imensidão do mundo e temos a certeza que seremos esmagados por todos esses pés gigantes que correm constantemente de um lado ao outro. Às vezes somos mesmo. Perdemos a respiração, nos ferimos e levamos as cicatrizes. Então esses dias te vi passar da janela lá de casa e me perguntei quão profundas eram suas marcas. Menores que as minhas provavelmente. Talvez meros arranhões. É um tanto estúpido de minha parte que eu tenha dado espaço para sua presença me mudar tanto durante todo esse tempo. É loucura minha, mas ainda guardo cada marca e de vez em quando ainda me vejo como um grãozinho na multidão. Sua simples existência me mudou de tal forma que acredito ninguém mais poderá modificar essa passagem.
Provavelmente nem imagina quantas e quantas vezes parei em frente a uma folha em branco tentando preenchê-la de forma a te explicar a diferença de quem eu era no início de tudo e de quem sou hoje. Sobram sentimentos, mas me faltam palavras.

Jéssica de Paula

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A gente sempre volta

Foto: Taina Bello

Todo mundo precisa de um tempo. Dos problemas, das pessoas, das palavras, de si mesmo. Todo mundo precisa de um tempo longe, se afastar e olhar de outro ponto e, talvez, tomar ciência de quem se é e do que se tem feito. Todo mundo chega em um ponto em que o cansaço bate e a não se quer desabafar simplesmente porque não há palavras suficientes para expressar aquele cansaço, a sensação de que nada acontece como se espera e o quanto isso magoa.
Todo mundo precisa de um tempo. Todo mundo precisa de espaço.
Pode parecer falta de interesse nos outros, na escrita, na palavra, mas não é. É só cansaço, é só a necessidade de se retirar e ter uma conversa muito sério consigo. É um momento de percepção e questionamentos pessoais: o que eu realmente quero? O que eu realmente tenho feito?
Então é isso. Acho que é. Essa ausência foi meu tempo, meu espaço. Esse foi meu momento de me afastar e olhar de outro ângulo.
Mas a gente volta. Aos amigos, às palavras, às coisas de antes, mas nunca igual. A gente volta com outra percepção de mundo, com outra visão de vida. A gente volta diferente e é evidente a quem olha, a quem ouve ou a quem lê. Não tem volta naquele jeito de ser ou escrever, mas nada disso é necessário, e sim a volta. Quando a gente volta, ah, isso sim, é essencial.
Todo mundo precisa de um tempo.
Mas a gente volta.
A gente sempre volta.

Jéssica de Paula

sábado, 23 de janeiro de 2016

Joy: o nome do sucesso

O filme Joy: o nome do sucesso é baseado na história real de uma mulher inteligente e criativa que, desde a infância, gosta de inventar coisas e sonha que um dia suas invenções sejam conhecidas e utilizadas por todos. Porém, Joy cresce em uma família problemática que vive em conflito. Sua mãe se esconde no quarto, vive assistindo novelas e não levanta para nada. O pai é um mulherengo que vive indo e vindo de casa de acordo com seus relacionamentos e sua meia irmã Peggy vive rebaixando-a acreditando que Joy não passa de uma dona de casa incapaz de fazer qualquer coisa além de cuidar da casa. Diante desse cenário, a avó Mimi se vê na obrigação de fazer com que Joy acredite que é capaz de qualquer coisa e que, um dia, terá uma vida maravilhosa.
O tempo passa e, em favor da família, Joy adia todos os seus sonhos enquanto tenta colocar tudo em ordem em sua casa, durante o processo se casa, tem filhos, se separa e vê seus sonhos cada vez mais longe de seu alcance. É quando começa a se perguntar quando tudo perdeu o rumo, quando se deixou de lado e guardou os sonhos numa gaveta.
Disposta a colocar sua vida novamente nos eixos, Joy passa a retomar o controle de sua vida em favor de si mesma e exigindo que todos tomem rumo e ajudem-na a realizar seus sonhos já que passou tanto tempo dedicando-se a cuidar das pessoas que deveriam tê-la apoiado desde sempre ao invés de atrapalhar.
Não tendo nenhuma experiência no mundo dos negócios, Joy precisa enfrentar diversas dificuldades pelo caminho.
Quando vi o trailer pela primeira vez nem sabia direito sobre o que era, mas sabia que iria assistir só pela equipe que já gostei da combinação de outros filmes como Trapaça e O lado bom da vida. Todos dirigidos por David O. Russell que sempre trabalha com o melhor elenco: Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro.
O que me encantou também é que no começo é dito que a intenção do diretor é representar a luta de mulheres fortes através da história dessa em específico o que, acredito eu, fez muito bem, pois se hoje em dia é comum uma mulher se encarregar de unir a família e, ao mesmo tempo, cuidar dos próprios desejos, imagina há anos atrás que não confiavam quase nada além dos cuidados da casa?!
Pesquisando um pouco sobre o filme, encontrei uma palavra que define muito bem o que senti ao sair da sala do cinema: inspirador.
Uma história tocante da luta de uma mulher inteligente e determinada, com a sempre brilhante interpretação de Jennifer Lawrence que, para mim, só por ela já vale assistir.

"Jamais pense que o mundo te deve algo, porque não deve."


sábado, 16 de janeiro de 2016

Monte Carlo

Faz séculos que queria ver esse filme, mas só agora que entrou na Netflix que finalmente consegui assistir (nunca abra mão de Netflix, sério) essa comédia romântica protagonizada pela Selena Gomez.
Bom, o filme é sobre Grace, uma adolescente norte-americana de 18 anos que acaba de terminar o colégio e está pronta para a viagem dos seus sonhos rumo à Paris. Para realizar seu sonho, Grace passou todo o ensino médio economizando já que não veio de uma família que poderia pagar uma viagem como esta, assim, trabalhando como garçonete acabou ficando amiga de Emma, uma garota impulsiva e, por vezes, irresponsável. O plano inicial era que as duas amigas fossem à Paris juntas, porém, a mãe e o padrasto de Grace não gostam muito da ideia de as duas amigas não terem alguém mais responsável por perto, portanto fazem com que Meg, filha de seu padrasto, viaje junto com as garotas. O problema é que Meg não se dá bem com nenhuma das duas, desprezava Emma desde os tempos de colégio e nunca se deu bem com Grace desde o casamento dos pais das duas. Sem muito mais o que fazer, as três partem para a viagem esperando grandes aventuras, mas parece que o dinheiro guardado por tanto tempo não é o suficiente para aproveitarem tão bem a "Cidade do Amor". E, quando tudo parece dar errado, encontram uma sósia de Grace chamada Cordelia Scott, uma patricinha arrogante de quem ninguém gosta.
Quando surge uma grande oportunidade as três decidem aproveitar ao máximo enquanto Grace se passa pela rica Cordelia.

Como toda comédia romântica adolescente, o filme traz bastante romance, daqueles bem fofos, sabe? 
E outros elementos como a amizade, brigas, dúvidas comuns às adolescentes, confusões e momentos de suspirar e torcer pelos melhores shipps. Achei o filme bem gostosinho de assistir, com um ritmo  muito bom, não tiveram cenas paradonas que deixam a gente com sono ou vagando com os pensamentos. Tiveram muitos elementos clichês desse tipo de filme, mas acho que foram bem colocados e bem vindos.

Além de um elenco adorável e conhecido do público jovem, pra quem o filme é destinado. Além da atriz e cantora Selena Gomez, há ainda Leighton Meester (Gossip Girl) e Katie Cassidy (Arrow), além da participação do Cory Monteith pra matar a saudade (quando lembro que não terão novos trabalhos com ele).
Para quem gosta de filmes nesse estilo para passar uma tarde de fim de semana bem tranquilo, pode ser uma boa pedida.

domingo, 10 de janeiro de 2016

O que eu não sei dizer...


Tinha uma folha de papel em branco na qual rabisquei várias e várias vezes tentando te escrever e contar como tem sido, mas a folha se encheu de rabiscos avulsos e palavras soltas. Não fazia sentido nada do que escrevia, talvez porque nem eu mesma esteja conseguindo entender como tem sido, porque basicamente tem sido uma loucura e é sempre você que coloca tudo em lugar, entende? Você acomoda tudo dentro de mim e parece que sua simples presença me torna mais capaz de segurar tanta carga mesmo que eu não seja capaz de te explicar o motivo de tanta desordem aqui dentro. Mas você tem esse dom de me acolher mesmo que nem sempre entenda o que tento dizer. Desculpe por todas as palavras vagas que te jogo apenas esperando sua compreensão num abraço, deve ser tudo tão sem nexo na sua cabeça porque na minha própria mente é tamanha confusão. Tantas palavras, mas nenhuma frase, nenhuma poesia em nada.
Tentei usar aquela folha, mas era mais fácil na tela porque quando apago ninguém percebe as baboseiras anteriores que eram piores que estas atuais. Na folha é tão mais visível minha desorientação e até risível.
Tenho andado em círculos. Na vida e nas palavras. Escrevo tanto e deve ter percebido que não digo nada porque, sinceramente, queria poder te dizer alguma coisa mesmo de longe, mas é muito mais fácil dizer como me sinto só ao te olhar daquele jeito de quando preciso dos seus cuidados que se resumem em um abraço, um beijo e alguma frase qualquer que me faz sentir em casa.
Tentei escrever sobre como andam as coisas, sobre como me sinto com relação à vida e como me faz falta, mas acho que não me fiz muito clara. A verdade é que sobram os sentimentos e me faltam as palavras.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sutilmente - conto (Nina Spim)

Feliz ano novo, blog novo e resenha nova, minha gente.
Como podem ver, ontem mudei um pouco a cara do blog e hoje a primeira postagem do ano é uma resenha que venho prometendo há tempos, mas, assim como o blog, fui deixando para depois e priorizando problemas. Então agora finalmente estou trazendo para o blog a resenha de um conto (minha primeira resenha sobre conto, aliás.) de uma amiga e escritora já conhecida no mundo blogueiro/literário, a Nina Spim.
"Sempre esperamos o começo de algo: das férias, do ano letivo, da aula de ballet. Mas nunca sabemos se, no decorrer daquilo, algo ainda mais extraordinário pode acontecer."
Escolhi a frase acima porque marca bem o que este conto nos traz. Ele começa em uma sala de aula com Giovana, uma estudante de 13 anos que parece conhecer algo novo dentro de si que nunca despertara antes até o momento em que conhece Laura, a novata tímida "rejeitada" pelos demais na escola. Ninguém parece ver nada demais na garota nova, é só mais uma aluna nova que não vale a atenção, mas Giovana vê em Laura algo diferente que só ela é capaz de notar e, se isso assusta de início, logo toma coragem de sentir-se em paz para seguir suas vontades por mais bagunçadas que pareçam, pois algo lhe diz que, sim, vale a pena ignorar os outros e agir por si mesma.
Por ser em primeira pessoa, o conto parece bastante com um relato da personagem Giovana e, ao mesmo tempo, uma carta que talvez não tenha a intenção de ser enviada para a outra menina. Sabe quando desabafamos um momento sobre alguém, mas não necessariamente iremos um dia deixar o outro ler? Me passou bastante essa impressão.
Giovana narra toda a manhã em que observa e se aproxima de Laura, nos conta sobre a confusão e estranheza de um sentimento novo que parece existir dentro dela e, ao final, existe uma reticências. Não sei se terá ou não continuação, mas o final fica aberto para essa possibilidade ou apenas para nossa própria imaginação do que pode acontecer nos dias seguintes.
Conheci a Nina Spim por causa da escrita e sempre gostei dos seus trabalhos então, obviamente, sou suspeita para falar, mas acredito que o ponto principal de todas as narrações da autora estão no desenvolvimento e expressão dos sentimentos dos seus personagens. O foco não é necessariamente um ato ou acontecimento, mas, sim, como o personagem sente-se naquele instante com relação ao que está acontecendo por fora e ela nos traz isso também nesse conto, assim como em tantos outros que destacam-se por essa característica.
Para conhecer mais da autora basta acessar o link do blog Nina é uma e para ler o conto resenhado basta adquirir pelo Amazon.