sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Se eu ficar (filme)



Sinopse
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.

Resenha
Mia é uma adolescente normal na medida do possível. A mais tranquila de uma família de rockeiros, prefere música clássica e seu violoncelo a uma guitarra como seus pais. Apesar das diferenças é muito próxima aos pais e ao irmão caçula, Teddy, que a apoiam em tudo, desde o complicado namoro com Adam, um rockeiro famoso de sua cidade, até seu grande sonho de ir para Julliard e ser musicista. As coisas parecem ir relativamente bem na vida de Mia, rodeada pelas pessoas que ama e a ponto de realizar seu sonho, quando num dia normal de neve sua família se envolve em um acidente de carro e Mia, ao acordar, percebe que não está em seu corpo que se encontra em estado grave.
Daí em diante acompanhamos a garota relembrando todos os momentos passados com seus pais e todas as outras pessoas que tanto ama, enquanto vê sua família partindo aos poucos Mia precisa tomar a difícil decisão de partir junto com aqueles que passaram todos esses 17 anos em sua vida, ou permanecer, apesar do sofrimento pela perda da família, com aqueles que também a amam.
Outro dia li uma crítica falando que o filme é fraco e não compensa, porém discordo. O filme tem sim um ritmo mais tranquilo, sem grandes acontecimentos além do acidente. O acontecimento é a vida normal de uma garota que simplesmente se transforma em poucos minutos, o acontecimento é a trajetória da sua vida que influenciará na grande decisão final. Não há viagens românticas para países surpreendentes, nem surpresas a cada etapa, porém achei um filme muito mais próximo de retratar a realidade de uma pessoa qualquer com uma vida comum, um namoro comum, que busca por seus objetivos sem grandes realizações para humanidade, mas sim realizações pessoais. Achei que é um dos poucos filmes adolescentes sem o tradicional toque de conto de fadas, pois desde a vivência em família até o namoro e vida escolar da protagonistas são mostrados de forma muito comum, talvez por isso a crítica de "fraco". As pessoas estão acostumadas a correria dos filmes hollywoodianos.
Acho que essa noção de realidade apresentada no filme foi muito importante para aproximar o acidente da realidade também, nos dá maior noção de um sofrimento real. Além da questão crucial, se fosse você? Se você tivesse que escolher entre tantas pessoas que ama, o que faria? Aguentaria ficar sem pessoas que sempre estiveram ao seu lado por toda a vida? Deixaria outras pessoas que você ama e que também te amam para trás junto com seus sonhos? Para mim, essa foi a grande emoção do filme, o sentimento de escolha entre coisas tão difíceis.
Não li o livro ainda, mas recomendo o filme.


Um comentário:

  1. Oi, Jessi!
    Então, ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme, mas já li o livro. Achei uma história bem morna, sabe? Sei que o intuito é pensar no "e se fosse eu?", mas, ainda assim, é bastante morno. Acho que pelo fato de não ter acontecimentos "com ação" ele se torna muito tedioso, até. Não vou dizer que não gostei, mas também não posso dizer que seja o melhor livro que já li. Não dou mais do que quatro estrelinhas, haha (especialmente pela temática).

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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